As papoilas
sábado, 13 de junho de 2015
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Lisboa de Outras Eras
O "amolador", geralmente um galego com uma geringonça feita em madeira com uma enorme roda, que servia simultaneamente de peça de balanço para a maquineta e de roda de transporte da mesma Guarda chuva às costas e boina, como imagem de referência. Ainda hoje, embora muito raramente, os encontramos.
O "petrolino" Era uma carroça em metal puxada por um cavalo, uma mula ou um macho,que vendia produtos tais como: petróleo para os fogões, álcool, vassouras,sabão,palha de aço, etc.
Ainda me lembro deste pregão: " É regar e por ao luar"!... da boca da vendedeira de manjericos." Fava rica!"..." Anda amanha à roda!"... e tantos outros.
Nesta noite de de Santos Populares recordo a Rosinha dos limões.
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Ainda me lembro deste pregão: " É regar e por ao luar"!... da boca da vendedeira de manjericos." Fava rica!"..." Anda amanha à roda!"... e tantos outros.
Nesta noite de de Santos Populares recordo a Rosinha dos limões.
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Aquele cheirinho
Bom dia !
Sexta-feira dia de lembrar a avó Maria José.
Ninguém consegue fazer um arroz doce como o da minha avó.
Fecho os olhos e passeio no tempo,sinto o cheirinho vindo da cozinha .
Ela ia repetindo para eu aprender.
- O leite é aquecido com a manteiga, a canela e as cascas de limão. À parte coze-se o arroz em água temperada com sal. Deixa-se evaporar a água e, nesse momento, junta-se o leite quente. Fica a cozer em lume muito brando. Adiciona-se o açúcar e deixa-se fervilhar alguns minutos.
O preparo sai do lume para arrefecer um pouco. Nessa altura acrescenta-se as gemas ligeiramente batidas. Devem cair em fio sobre o arroz, mexendo-o sempre. Vai, de novo, a lume muito brando, mexendo sempre e até apresentar um aspecto cremoso.
Sai do lume e vai para as tacinhas onde se polvilha com canela.
quarta-feira, 10 de junho de 2015
A Medusa e o Manjerico
"Era uma vez, numa Roma muito, muito antiga, um jovem chamado Perseu que teve o azar de se enamorar pela mulher errada, que de tão errada que era tinha serpentes em vez de caracóis no cabelo e uma cara tão assustadora que era capaz de transformar qualquer coração em pedra. Mas não o dele. Num certo dia de Junho, aproveitando a euforia das festas sanjoaninas, lá ganhou coragem para com ela ir ter mas, com medo de ser transformado em pedra, decidiu disfarçar-se de manjerico. “Quem vem lá?”, perguntou a Medusa, perscrutando com o olhar o falso manjerico. “Sou eu, minha amada”, disse o Perseu, “trago-te aqui um vaso com Erva dos Namorados com uns versos do Fernando Pessoa, pois sei que é o teu poeta preferido” (Erva dos Namorados era o nome que se dava ao manjerico na Roma Antiga). “Onde estás”, atirou a Medusa; “Mostra-te, que não te consigo ver”. “Estou aqui, meu amor, no manjerico”, gritou o Perseu meio a medo; e tinha razão. Antes mesmo que acabasse a frase, zás; a Medusa transformou o manjerico em pedra só de olhar para ele, com aquele olhar que as mulheres costumam deitar quando nos esquecemos do dia do seu aniversário.
Só que o amor de Perseu era tão grande, tão vivo e tão quente, que funcionou como um contra-feitiço: só a parte de fora do manjerico é que ficou petrificada. Dentro do vaso, continuava a ter espaço para respirar; e havia terra e sementes e tudo. “Olha que bela ideia”, pensou ele, admirado com a sua sorte, “assim, posso plantar o meu manjerico como símbolo do meu amor e, quando ele morrer, tenho este de pedra para me lembrar do quão bonito era aquele que eu plantei”. Enchendo-se de coragem, saiu de dentro da campânula petrificada e escapou-se sorrateiramente, aproximando-se o suficiente da Medusa para lhe roubar um beijo. Surpreendida, a Medusa acabou por perder a cabeça – de amores, claro! – transformando-se numa bela donzela. E assim foi, e viveram juntos e felizes para sempre – e o manjerico tornou-se no bouquet de casamento dos dois; uma lembrança para todo o sempre de que, mesmo por baixo de uma capa de pedra, pode florescer um amor verdejante."
Só que o amor de Perseu era tão grande, tão vivo e tão quente, que funcionou como um contra-feitiço: só a parte de fora do manjerico é que ficou petrificada. Dentro do vaso, continuava a ter espaço para respirar; e havia terra e sementes e tudo. “Olha que bela ideia”, pensou ele, admirado com a sua sorte, “assim, posso plantar o meu manjerico como símbolo do meu amor e, quando ele morrer, tenho este de pedra para me lembrar do quão bonito era aquele que eu plantei”. Enchendo-se de coragem, saiu de dentro da campânula petrificada e escapou-se sorrateiramente, aproximando-se o suficiente da Medusa para lhe roubar um beijo. Surpreendida, a Medusa acabou por perder a cabeça – de amores, claro! – transformando-se numa bela donzela. E assim foi, e viveram juntos e felizes para sempre – e o manjerico tornou-se no bouquet de casamento dos dois; uma lembrança para todo o sempre de que, mesmo por baixo de uma capa de pedra, pode florescer um amor verdejante."
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