As papoilas

As papoilas

terça-feira, 23 de junho de 2015

O meu companheiro

O meu primeiro companheiro de brincadeiras. 

Um cão ... Que bom ter um cão!

Dei-lhe o nome de Cherry .

Era pequenino , mas muito elegante e tinha um andar pomposo .

O meu companheiro passava as tardes comigo enquanto eu fazia os trabalhos da escola .

No meu pensamento, com apenas seis anos de idade, achava que o Cherry podia aprender a escrever.  Porque não ? 

Começámos a primeira lição , mas não correu muito bem. O Cherry logo se aborreceu com o  meu lápis no meio das unhas ! Pregou-me uma mordidela valente numa orelha . 

Foi-me explicado que ele nunca poderia escrever pois era apenas um cão .

Pensava eu -  “como não pode escrever?! Ele adora roer o lápis! “

Hoje recordo o Cherry com muita saudade, isto porque apesar de roer os lápis e de arrancar os cabelos das minhas bonecas , ele era o meu companheiro fiel .

Ele lambia-me as lágrimas  quando precisava de respostas pelo súbito desaparecimento do meu Papá .

O meu cãozinho estava sempre ao meu lado, até para morrer veio para o meu lado .

Saudades Cherry

quarta-feira, 17 de junho de 2015

sábado, 13 de junho de 2015

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Lisboa de Outras Eras

O "amolador", geralmente um galego com uma geringonça feita em madeira com uma enorme roda, que servia simultaneamente de peça de balanço para a maquineta e de roda de transporte da mesma Guarda chuva às costas e boina, como imagem de referência. Ainda hoje, embora muito raramente, os encontramos.

O "petrolino" Era uma carroça em metal puxada por um cavalo, uma mula ou um macho,que vendia produtos tais como: petróleo para os fogões, álcool, vassouras,sabão,palha de aço, etc.

Ainda me lembro deste pregão: " É regar e por ao luar"!... da boca da vendedeira de manjericos." Fava rica!"..." Anda amanha à roda!"... e tantos outros.

Nesta noite de de Santos Populares recordo a Rosinha dos limões.



"







Aquele cheirinho


Bom dia !
Sexta-feira dia de lembrar a avó Maria José.
Ninguém consegue fazer um arroz doce como o da minha avó.
Fecho os olhos e passeio no tempo,sinto o cheirinho vindo da cozinha .
Ela ia repetindo para eu aprender.
- O leite é aquecido com a manteiga, a canela e as cascas de limão. À parte coze-se o arroz em água temperada com sal. Deixa-se evaporar a água e, nesse momento, junta-se o leite quente. Fica a cozer em lume muito brando. Adiciona-se o açúcar e deixa-se fervilhar alguns minutos.
O preparo sai do lume para arrefecer um pouco. Nessa altura acrescenta-se as gemas ligeiramente batidas. Devem cair em fio sobre o arroz, mexendo-o sempre. Vai, de novo, a lume muito brando, mexendo sempre e até apresentar um aspecto cremoso.
Sai do lume e vai para as tacinhas onde se polvilha com canela.